Editora Adonis lança livro com texto premiado

Guarda-chuva? Guarda-chuva! foi escrito pelo dramaturgo Roberto Basílio de Matos

 

Um objeto tão simples e prático ganhou vida e sentimentos e foi parar numa lojinha de guarda-chuvas abandonados para ser protagonista de Guarda-chuva? Guarda-chuva!. A divertida obra vencedora do Concurso Agostinho de Cultura é lançamento de agosto da Editora Adonis.

Escrito pelo renomado dramaturgo Roberto Basílio de Matos, Guarda-chuva? Guarda-chuva! conta a história de Ombrello – do ponto de vista do objeto –, que foi parar em uma lojinha onde estão todos os guarda-chuvas abandonados da cidade. Foi lá que Pingo o adotou e o acompanhou a vida inteira, até um acidente na vida dos dois.

A história do conto surgiu da tal lojinha do Dr. Guarda-Chuvas, que o escritor apresenta ao leitor no livro. “Eu estava escrevendo um romance (ainda inédito) e um dos capítulos falava de uma pequena loja no centro de São Paulo. Lembrei-me então de uma lojinha de guarda-chuvas antiga, que eu via sempre fechada enquanto caminhava pelo centro, na época em que me mudei para São Paulo. Imaginei que lá estariam todos os guarda-chuvas perdidos da cidade”, explica Roberto. Da lojinha para a escrita da história foi um pulo.

Guarda-chuva? Guarda-chuva! foi vencedor da categoria Leitor Iniciante do Concurso Agostinho de Cultura, da Editora Adonis, e do Prêmio Lusofonia, do município de Trofa, em Portugal. O primeiro texto de Roberto para o universo infantil não poderia ter melhor recepção.

No decorrer da narrativa, o escritor brinca com a linguagem gráfica fazendo referência ao guarda-chuva aberto, que lembra um ponto de interrogação, e ao guarda-chuva fechado, que se parece com um ponto de exclamação. Nas páginas de Guarda-chuva? Guarda-chuva!, Roberto apresenta ainda os diferentes nomes que o objeto recebe nos mais diversos idiomas e brinca com a sonoridade das palavras. O escritor, que também é formado em Biologia, deu aos personagens humanos da história o nome de processos do ciclo da água: Pingo, Gota, Orvalho, Garoa e Geada.

“Sempre me interessei por histórias e pela arte. Comecei estudando Biologia e me agradava saber como os seres vivos se desenvolviam, seu comportamento… Escrevia sobre isso e também desenhava. Na universidade, passei a cantar em um coral cênico (Coral Latex, em Campinas), muito importante na época, regido pelo saudoso Gramani, com uma incrível sensibilidade e um prazer contagiante pelas artes. Fui contaminado. Em pouco tempo estava fazendo teatro. Do teatro para os livros foi muito natural. Sempre li muito, escrevi peças e artigos. Só faltava colocar as letras no papel”, conta Roberto, que ganhou o Prêmio Funarte de Dramaturgia em 2005, com o texto A verdade relativa da coisa em si, escrito em parceria com Marcos Azevedo. Adaptar o livro Guarda-chuva? Guarda-chuva! para os palcos está nos planos de Roberto.

A obra tem ilustrações de Paulo R. Masserani e 28 páginas no formato 20 × 25 cm. O lançamento acontece em Americana, no dia 20 de agosto, no quiosque Gostinho de Leitura, instalado no Parque Ecológico. Contação da história, presença do escritor, sorteio do livro e distribuição gratuita de pipocas fazem parte da programação.

Sobre o escritor
Roberto Basílio de Matos é escritor, ator e dramaturgo. Nasceu em Rochester, nos Estados Unidos, e veio para o Brasil com 3 meses. Até os 7 anos morou no Rio de Janeiro. Mudou-se para Campinas, onde cursou Faculdade de Artes Cênicas e Ciências Biológicas na Unicamp. Atualmente mora em São Paulo e é integrante do coletivo Phila 7. Recebeu o Prêmio Funarte de Dramaturgia em 2005 com o texto A verdade relativa da coisa em si, em coautoria com Marcos Azevedo. Participou do projeto EVAKUIEREN Frankfurt, na Alemanha, com OPOVOEMPÉ, sob direção de Cristiane Zuan Esteves. Atualmente está no elenco do espetáculo A visita da velha senhora, de Dürrenmatt, no Teatro Popular do Sesi, na Av. Paulista, com Denise Fraga e direção de Luiz Villaça. Trabalhou com diversos diretores, entre os quais Márcio Aurélio, Felipe Hirsch, Cristiane Zuan Esteves, Gustavo Kurlat e Sérgio Carvalho. Atuou também nos premiados longas-metragens Sinfonia da metrópole (2014), de Juliana Rojas, O que se move (2012), de Caetano Gotardo, Trabalhar cansa (2011), de Marco Dutra e Juliana Rojas, e Cristina quer casar (2003), de Luiz Villaça. Em TV, atuou, entre outros, em vários episódios de Retrato falado, quadro do Fantástico na TV Globo, no seriado Que talento!, na Disney, e na minissérie Maysa, com direção de Jayme Monjardim, também na Globo.

Lançamento Guarda-chuva? Guarda-chuva!
Dia 20 de agosto, às 10h30, no Quiosque Adonis
Av. Brasil, 2525 – Parque Ecológico de Americana

Saiba mais sobre

Só há uma coisa que nos deixa mais felizes do que ajudar um livro a nascer. É fazer com que ele chegue a quem inspira o nosso jeito de ser e de fazer literatura. Desde que seja criança, nada mais importa: pode ser na idade, na alma, no coração... Mas tem que ser, de alguma forma, criança! Porque nossa literatura é movida pela pergunta curiosa que só ela é capaz de fazer. Pela entrega que só ela é capaz de oferecer. E, principalmente, pelo gesto de agradecimento, muitas vezes singelo, feito apenas com um olhar, por permitir que ela também faça parte das nossas histórias. É essa receptividade que nos move. É isso tudo que nos faz ajudar um livro a nascer. Fazemos literatura porque gostamos de fazer parte desse grandioso universo mágico de onde nascem as histórias. E de tudo o que esse mundo nos permite. Tudo! Fazemos livros para quem gosta de histórias e para que, cada vez mais, as crianças (na idade, na alma, no coração...) gostem de ler.

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