Pé de Letra propõe conversa sobre movimentos migratórios

Encontro acontece mensalmente, em formado roda de prosa, sobre assuntos relacionados à literatura e educação

 

A crise instaurada com a guerra civil na Síria voltou os olhos do mundo para a situação dos refugiados. Desde o fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, o mundo não via tantas pessoas sendo obrigadas a deixarem suas casas fugindo de guerras, conflitos internos, perseguições políticas e violações de direitos humanos. O Pé de Letra retorna das férias, na próxima segunda, dia 21, às 20h, no Don Madeira, para conversar com seus convidados e participantes sobre a questão dos refugiados e dos movimentos migratórios, que ganharam destaque diante de tantas crises internacionais

Em novo local, o projeto, que busca democratizar saberes contando sempre com dois convidados especialistas, vai dar foco à situação dos movimentos migratórios, falando sobre os refugiados sírios, mas também da realidade vivida nas escolas e universidades brasileiras que acolhe diariamente estudantes da América Central e América do Sul.

Stefany Alvino, que é boliviana, e pesquisadora na área do acolhimento educacional aos estrangeiros compartilhará com o público sua experiência. Já Simone Leonardi que é pedagoga, fala como a literatura infantil contribuiu para o trabalho, em sala de aula, do tema com os alunos. A experiência de Simone foi com projeto A viagem de Alaa, inspirado no livro homônimo, escrito pela espanhola Nati Alonso. O livro narra a viagem de uma refugiada síria até a Europa.

Contribuem com o encontro o grupo Observatório de Migrações Internacionais com foco nos Haitianos, coordenado pelo professor mestre Flávio César Rossi.

Pé de Letra acontece toda terceira segunda-feira do mês e tem objetivo de discutir assuntos ligados à literatura e educação. O encontro é realizado pela Editora Adonis com apoio dos cursos de Pedagogia do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) – Unidade Americana, Faculdade de Americana (Fam) e Faculdade Anhanguera – Unidade Santa Bárbara d’Oeste.

Pé de Letra 
Dia 21 de agosto, às 20h, no Don Madeira
Av. Brasil, 847 – Americana/SP

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Só há uma coisa que nos deixa mais felizes do que ajudar um livro a nascer. É fazer com que ele chegue a quem inspira o nosso jeito de ser e de fazer literatura. Desde que seja criança, nada mais importa: pode ser na idade, na alma, no coração... Mas tem que ser, de alguma forma, criança! Porque nossa literatura é movida pela pergunta curiosa que só ela é capaz de fazer. Pela entrega que só ela é capaz de oferecer. E, principalmente, pelo gesto de agradecimento, muitas vezes singelo, feito apenas com um olhar, por permitir que ela também faça parte das nossas histórias. É essa receptividade que nos move. É isso tudo que nos faz ajudar um livro a nascer. Fazemos literatura porque gostamos de fazer parte desse grandioso universo mágico de onde nascem as histórias. E de tudo o que esse mundo nos permite. Tudo! Fazemos livros para quem gosta de histórias e para que, cada vez mais, as crianças (na idade, na alma, no coração...) gostem de ler.

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