Pé de Letra: Refugiados… da literatura ao conhecimento

 

Desenvolver a aprendizagem num processo prazeroso, desafiador, criativo e eficaz é o objetivo dos planos de proposta aos alunos. Ir além dos conteúdos esperados, possibilita ter um aluno agente da própria aprendizagem.

Assim, desenvolvido no cotidiano escolar, os projetos de estudos e descobertas se tornam propostas eficazes para a aprendizagem global.

Nestas propostas, a literatura vem muitas vezes ao encontro, com sua riqueza de possibilidades a serem exploradas e ampliadas na escola.

O entrelaçamento de pesquisas, mídias, leituras, diálogos e registros dá origem ao vasto campo de aprendizagem a partir de um ambiente dinâmico de observação, debate, reflexão, análise, percepção. Permite ao professor criar e organizar didaticamente momentos e espaços ricos em atividades, nos quais possibilitem ao aluno que realmente se torne protagonista de seu aprender.

A partir dessa premissa, as leituras das obras “A Viagem de Alaa” e a coleção “Abayomi” deram o pontapé inicial para as reflexões dos acontecimentos mundiais, corroborando com os temas que alicerçaram os projetos “Refugiados da Síria” e “Cultura Africana”, desenvolvidos com todos os alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio, visando o aprender além dos muros da escola.

Além dos alunos, toda a equipe docente se envolveu, sendo que em todas as áreas de estudo, os temas foram desenvolvidos, de acordo com o nível e especificidade de cada turma.

Após a leitura e todos os trabalhos de debate e reflexão, outros livros e materiais foram agregados, em busca do despertar da curiosidade sobre os assuntos. Os momentos de pesquisa foram de extrema importância na construção do conhecimento e localização do tempo, do espaço, da história e da cultura de cada povo. O processo do “ouvir o outro” pelas visitas de campo e entrevistas proporcionou um maior autoconhecimento dos alunos e a potencialização da empatia.

Pensar em como apresentar o assunto à comunidade, a partir do que se aprendeu demandou pensar criativamente e também envolver a família em algumas construções. Tudo foi exposto numa montagem coletiva, ambientalizando em espaços para que os visitantes pudessem transitar, sentir e compreender parte do todo descoberto.
Na elaboração da apresentação, um toque de solidariedade não podia faltar. A partir da pesquisa culinária das regiões em estudo, alimentos típicos foram preparados e comercializado em COMBO no dia da apresentação, com valor revertido à uma instituição.

Acreditamos que num ambiente em que as reflexões sobre ética se faz presente, em que conceitos de valores como empatia, solidariedade, cooperação e respeito podem e devem ser construídos, em que conhecer o outro faz com que cada aluno e professor construam percepções peculiares que façam sentido ao perceber a História presente em cada situação e sujeito. Acreditamos que essas vivências sempre se mostram em melhores formas de aprender.

Ressaltamos que a escola e seus conteúdos terão sentido além do repassar e do adquirir de informações quando o aluno tem a oportunidade de extrapolar a aprendizagem na prática de um plano global de projeto de estudo e descobertas que faz sentido no agir coletivo da comunidade, apresentando, além do conhecimento, a satisfação de ser um neste todo chamado planeta.

Veja as fotos dos trabalhos dos alunos!

Simone Leonardi, pedagoga e psicopedagoga clínica e institucional, com vários cursos de extensão na área de Educação. Membro do Grupo e Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem 2 – Unesp/Unicamp). Tem experiência em sala de aula, por 20 anos, na rede pública (estadual e municipal) e particular. É sócia-proprietária da Escola Passo a Passo, em Americana, e do Colégio Biocêntrico, em Nova Odessa.

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Só há uma coisa que nos deixa mais felizes do que ajudar um livro a nascer. É fazer com que ele chegue a quem inspira o nosso jeito de ser e de fazer literatura. Desde que seja criança, nada mais importa: pode ser na idade, na alma, no coração... Mas tem que ser, de alguma forma, criança! Porque nossa literatura é movida pela pergunta curiosa que só ela é capaz de fazer. Pela entrega que só ela é capaz de oferecer. E, principalmente, pelo gesto de agradecimento, muitas vezes singelo, feito apenas com um olhar, por permitir que ela também faça parte das nossas histórias. É essa receptividade que nos move. É isso tudo que nos faz ajudar um livro a nascer. Fazemos literatura porque gostamos de fazer parte desse grandioso universo mágico de onde nascem as histórias. E de tudo o que esse mundo nos permite. Tudo! Fazemos livros para quem gosta de histórias e para que, cada vez mais, as crianças (na idade, na alma, no coração...) gostem de ler.

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