Convivência ética: Rede municipal de Artur Nogueira investe em programa antibullying

Com o projeto “Leitura na escola: Ética e Cidadania”, profissionais e alunos farão parte de ações que privilegiam superação do bullying

Apesar de aprovada a lei que institui o combate ao bullying, a construção de um programa que olhe com atenção para os profissionais que lidam diariamente com esse tipo de situação ainda é rara no Brasil. Contrariando essa realidade, o município de Artur Nogueira inicia, nos próximos dias, um programa que contribuirá para a formação dos profissionais das escolas, visando à redução da violência e à melhoria da qualidade na convivência escolar, por meio do projeto “Leitura na escola: Ética e Cidadania”.

Conheça os livros que podem ser utilizados nesse projeto!

O programa inclui a formação dos profissionais da educação e a utilização de literatura infantil no auxílio da superação do bullying. O projeto envolverá alunos e educadores de 13 unidades da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano. O calendário das ações tem início na próxima quinta-feira, dia 20 de julho, com uma palestra de sensibilização com a professora doutora Luciene Tognetta para profissionais da rede. O projeto se encerra em novembro.

Conheça os livros que podem ser utilizados nesse projeto!

“Enquanto na Finlândia, por exemplo, existem políticas públicas para pensar e organizar ações preventivas e interventivas a um problema tão grave como o bullying, no Brasil isso ainda é inexistente. O Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (Gepem – Unesp/Unicamp) tem pensado essas questões e ajudado alguns municípios, como é o caso de Artur Nogueira, a construir um projeto coletivo com aqueles que são atores dentro das escolas, ou seja, os alunos, os professores, os gestores e os pais”, ressalta Luciene, uma das idealizadoras do programa, autora dos livros utilizados no projeto e coordenadora da linha de pesquisas em Educação Moral do Gepem.

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O grande objetivo do programa é formar em cada uma das escolas participantes de um projeto antibullying. “Os temas da formação serão constituídos de estudos com base na visão de que os valores morais precisam estar presentes nas escolas como uma das maiores maneiras de prevenir a violência nas relações interpessoais. Além da caracterização do fenômeno bullying, estudaremos com os profissionais temas essenciais para o trabalho com a convivência, entre eles: ambiente cooperativo, linguagem construtiva, regras e sanções por reciprocidade”, explica Darlene Knoener, uma das formadoras do projeto.

Conheça os livros que podem ser utilizados nesse projeto!

O projeto “Leitura na escola: Ética e Cidadania” tem carga horária de 50 horas e conta com formações orientadas pelos pesquisadores do Gepem. O grupo é pioneiro na sistematização de um plano de convivência ética para a superação do bullying, construindo coletivamente um projeto antibullying de escolas em redes municipais.

Conheça os livros que podem ser utilizados nesse projeto!

A cerca de 45 km de distância de Artur Nogueira, Hortolândia também investiu em um programa de convivência ética, de 2012 a 2016, de forma sistêmica, e colheu não só um programa antibullying, mas também a superação da meta estipulada para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019, alcançando-a em 2015.

LEI ANTIBULLYING
A Lei n. 13.185, aprovada em 6 novembro de 2015, institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Pela regra, escolas e clubes devem promover medidas de prevenção e combate ao bullying. A lei sancionada determina também que sejam realizadas campanhas educativas e que seja oferecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores. A nova norma define bullying como atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, que ocorrem sem motivação evidente e são praticados por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

Projeto “Leitura na escola: Ética e Cidadania”
Palestra de sensibilização com Luciene Tognetta
Evento para educadores da rede
Dia 20 de julho, às 8h e às 13h30
Escola Modelo (Rua XV de Novembro – Artur Nogueira)

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Só há uma coisa que nos deixa mais felizes do que ajudar um livro a nascer. É fazer com que ele chegue a quem inspira o nosso jeito de ser e de fazer literatura. Desde que seja criança, nada mais importa: pode ser na idade, na alma, no coração... Mas tem que ser, de alguma forma, criança! Porque nossa literatura é movida pela pergunta curiosa que só ela é capaz de fazer. Pela entrega que só ela é capaz de oferecer. E, principalmente, pelo gesto de agradecimento, muitas vezes singelo, feito apenas com um olhar, por permitir que ela também faça parte das nossas histórias. É essa receptividade que nos move. É isso tudo que nos faz ajudar um livro a nascer. Fazemos literatura porque gostamos de fazer parte desse grandioso universo mágico de onde nascem as histórias. E de tudo o que esse mundo nos permite. Tudo! Fazemos livros para quem gosta de histórias e para que, cada vez mais, as crianças (na idade, na alma, no coração...) gostem de ler.

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