Raquel Alves apresenta “Crisálida” com palestra na Livraria Cultura de Campinas

Filha do escritor Rubem Alves celebra o lançamento de sua primeira obra no dia do nascimento do pai

Quinze de setembro é uma data repleta de significados para Raquel Alves: dia do nascimento de seu pai, Rubem Alves, que se estivesse por aqui comemoraria 84 anos, e também dia do lançamento de sua primeira obra infantil, Crisálida, a cigarra que gostava de primavera, em Campinas, sua cidade natal. Para comemorar esse dia especial, Raquel palestra sobre o tema “Ostra feliz não faz pérola”, no auditório Eva Herz, da Livraria Cultura de Campinas, às 19h30.

Na palestra, Raquel Alves conta com a participação da jornalista Edlaine Garcia e fala sobre absorver o charme que há em cada canto da vida para que nossos dias não passem despercebidos. Enquanto uma relata fatos reais da própria vida, a outra recheia a palestra com a literatura de Rubem Alves. “Estarmos profundamente ligados ao viver significa sujeitarmo-nos a sentir as dores da vida que nos são apresentadas com intensidade. Mas seria um desperdício apenas viver uma dor sem fazer nada para melhorá-la. E quem é capaz de melhorar a dor de um pode melhorar a dor de muita gente”, relata Raquel.

O nome da palestra faz referência à obra de Rubem Alves Ostra feliz não faz pérola, um livro que aborda a beleza produzida por meio da dor; o ato criador surge sempre de uma dor. Escrever Crisálida, a cigarra que gostava de primavera foi um momento como esse para Raquel. “Quando eu era criança, brincava que seria escritora e que meu pai escreveria a introdução do meu livro. Fui crescendo e me desliguei disso. Quando meu pai faleceu, em 2014, essa vontade de escrever voltou. Diante de situações que me doíam, eu escrevia. Acho que é a tal da ostra que está incomodada”, confessa.

Crisálida, a cigarra que gostava de primavera apresenta ao leitor a história de uma cigarra que, assim como todas as outras, vivia debaixo da terra até o dia em que sobe no tronco de uma árvore e descobre que o mundo lá fora, em torno do sol, é muito mais bonito.

Raquel dedicou Crisálida ao pai, que dedicou muitas de suas histórias a ela. O livro Como nasceu a alegria, que está sendo relançado este mês pela Editora Adonis, foi uma dessas histórias dedicadas a Raquel.

A história de uma flor que ao nascer cortou uma de suas pétalas em um espinho serviu para ajudar a filha caçula, que nasceu com lábio leporino, a lidar com a dor dos olhares e das perguntas que as outras pessoas faziam para ela. No livro, Florinha convivia muito bem com sua pétala rachada até o momento de receber os olhares e os comentários das demais flores, o que lhe causava grande sofrimento.

Para participar da palestra que marca o lançamento do livro Crisálida, de Raquel Alves, e da nova edição de Como nasceu a alegria, de Rubem Alves, os participantes são convidados a levar uma lata de leite em pó NAN. A arrecadação será revertida à Smile Train, entidade internacional que atende crianças com fissura de lábio e palato. Mais informações no sitewww.rubemalves.editoraadonis.com.br/ostra-feliz-nao-faz-perola.

Serviço:
Lançamento com palestra “Ostra feliz não faz pérola”
Dia 15 de setembro, às 19h30, na Livraria Cultura
Av. Iguatemi, 777 – Campinas-SP

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Só há uma coisa que nos deixa mais felizes do que ajudar um livro a nascer. É fazer com que ele chegue a quem inspira o nosso jeito de ser e de fazer literatura. Desde que seja criança, nada mais importa: pode ser na idade, na alma, no coração... Mas tem que ser, de alguma forma, criança! Porque nossa literatura é movida pela pergunta curiosa que só ela é capaz de fazer. Pela entrega que só ela é capaz de oferecer. E, principalmente, pelo gesto de agradecimento, muitas vezes singelo, feito apenas com um olhar, por permitir que ela também faça parte das nossas histórias. É essa receptividade que nos move. É isso tudo que nos faz ajudar um livro a nascer. Fazemos literatura porque gostamos de fazer parte desse grandioso universo mágico de onde nascem as histórias. E de tudo o que esse mundo nos permite. Tudo! Fazemos livros para quem gosta de histórias e para que, cada vez mais, as crianças (na idade, na alma, no coração...) gostem de ler.

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